Sem sentir o brilho da primavera,
Ossos a estalar bem fundo;
Opiniões de alguém que espera,
Gritos de um ser mudo.
As relíquias de uma velha história
Imóveis e cantantes,
Limpas e livres de memória,
Perturbadas, eloquentes.
A ideia era esconder tudo,
Apagar a sua voz do mundo.
Ao lutar alguém cedeu,
Ambos chorámos, o amor morreu.
Rompi pela aventura fora,
Guardei palavras e sonhos.
A vida nenhum sentido ganhara,
Morri, voltámos a ser estranhos.
Conta-me como foi o tempo em que não vivi ...
Sei que foi longo, enterrado em alegria,
Já pouco mais é relevante, já nada perdi.













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